Sobre uma nova Avenida Paulista: o histórico 28 de Junho de 2015.

2,7 quilômetros, entre a Avenida Angélica até a praça Oswaldo Cruz, já com ligação com a Domingo de Morais. Quem diria, não? Após 13 anos de bicicletadas, marginalização do ciclista, mortes, impedimentos do Ministério Público e (apenas) 6 meses de espera após o início da construção, uma multidão comemorou o espaço conquistado ocupando além do tão esperado espaço central da Avenida.

  Com a avenida fechada para carros, as pessoas ocuparam como quiseram as faixas de deslocamento   
Com a avenida fechada para carros, as pessoas ocuparam como quiseram as faixas de deslocamento

A rua foi de todos durante o dia 28 de junho de 2015, um domingo histórico para o cicloativismo. Não só para o cicloativismo – bicicletas de todos as caras dividiram o espaço com foodtrucks e foodbikes, mesas de ping-pong, cadeiras de praia, bandas de música de todos os tipos e a arte daqueles que apostaram em uma Paulista lotada e atenta não mais ao barulho dos carros e da velocidade. Atenta à vida.

A comemoração começou cedo pelo Bike Zona Oeste, com frentes saindo do metrô Butantã e do bicicletário do Largo da Batata, de onde partimos às 08:30 em um grupo de cerca de 40 ciclistas para a Paulista, via Rebouças, fechando uma pista com bicicletas e bexigas brancas.

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Concentração do Bike Zona Oeste e chegada à Paulista: primeira pedalada do grupo.

Às 09h00, a Paulista já estava lotada com a concentração de quem não aguentava mais esperar até as 10h00 para a inauguração. Pessoas pegando bicicletas compartilhadas pela primeira vez, reaprendendo a andar, esvaziaram as estações de aluguel. Mineiros e Cariocas apareceram cobrando ciclovias em seus respectivos estados, mas não deixaram de comemorar uma conquista que é claramente brasileira, por ser uma conquista de pessoas – e não de apenas um grupo ou de um partido político.

   
Todos os tipos foram vistos, de pessoas e bicicletas.

Ainda assim, nada mais justo do que parabenizar o prefeito Haddad, enquanto pedalava com milhares na ciclovia que há muito já havia sido pedida à prefeitura. Com tanta demonstração de reconhecimento pelo trabalho feito, quem sabe os próximos prefeitos também não queiram continuar essa história?

Com uma das maiores conquistas para a bicicleta no Brasil, a comemoração não pode substituir o cuidado com o futuro. Esperam-se interligações da ciclovia da Paulista com as ciclovia da rua Vergueiro, Abílio Soares, Pamplona, Frei Caneca, Haddock Lobo, Itápolis e Consolação. E, dali, para o Brasil inteiro.

Visão da Praça do Ciclista na Avenida Paulista
Vista da Praça do Ciclista

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