As novas ciclovias da Zona Oeste

No final de agosto e início de setembro a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) realizou reuniões setoriais (divididas por região da cidade) com ciclistas da cidade de São Paulo.

O Bike Zona Oeste marcou presença na reunião relativa à região oeste. Pudemos participar da discussão de vários assuntos relativos ao planejamento (para quem insiste em dizer o contrário: SIM, ele ocorre!) e à implantação do projeto cicloviário da cidade. Mas o principal tema da reunião foi a apresentação e discussão das novas ciclovias programadas até 2016 na região oeste de São Paulo, incluindo o que é responsabilidade da CET e de outros órgãos.

(Também foi apresentado o plano de implantação para as próximas fases – até 2020 e até 2024 – mas o foco principal foi o curto prazo.)

Com base nas informações, elaboramos um mapa de como deve ficar a estrutura cicloviária da Zona Oeste de São Paulo até 2016. E a ansiedade está deixando a gente maluco! Vamos dar uma olhada?

novasciclozo

Vamos traduzir agora essas canetinhas pintando o Google Maps. As linhas vermelhas representam as ciclovias que já estão implantadas. Os trechos em verde são os prometidos pela CET até o final de 2016. Já as linhas azuis são de responsabilidade de outros órgãos (ligados, por exemplo, à Operação Urbana Faria Lima). Por fim, os trechos em roxo são regiões que receberão ciclovias até 2016, mas cujo traçado ainda está em discussão.

Tivemos algumas decepções – a tão sonhada ciclovia das Avenidas Corifeu de Azevedo Marques e Vital Brasil não está nos planos de curto prazo da CET. No entanto, também tivemos ótimas surpresas, como o Viaduto Antártica, a Av. Jaguaré e a Rua Henrique Schaumann!

Olhando no mapa, dá pra perceber que uma das prioridades é conectar as estruturas já existentes. Abaixo, uma lista das principais estruturas prometidas pela CET para a Região Oeste (e adjacências) de São Paulo até 2016:

  • Av. Jaguaré
  • Av. João Jorge Saad (já em obras, até o estádio do Morumbi, conectando a ciclovia da Eliseu de Almeida a futura ciclovia da Hebe Camargo)
  • Rua Domingos Barbieri (ligação entre as ciclovias da Av. Eliseu de Almeida e da Rua Hugo Carotini)
  • Conexão da Av. Dr. Gastão Vidigal com a Rua Coriolano (por diversas ruas na Vila Leopoldina e na Lapa)
  • Ligação da Rua Coriolano com a Av. Sumaré
  • Av. Ermano Marchetti (a partir da Rua do Curtume) e Av. Marquês de São Vicente (até a Av. Thomas Edison, inclusive)
  • Avenida Antártica e a Viaduto Antártica (conectando a Av. Sumaré à Marquês de São Vicente)
  • Trecho faltante da ciclovia da Artur de Azevedo
  • Rua Henrique Schaumann e Av. Brasil (ligando a Av. Paulo VI à Rua Guadelupe)
  • a partir da Av. Brasil: Rua Guadelupe e  Rua da Consolação, até a Av. Paulista
  • Rua da Consolação (já em obras), da Av. Paulista até a Rua Quirino de Andrade;
  • Av. Ipiranga, da Rua da Consolação até a Av. São Luís;
  • trecho faltante da Rua Piauí, até a Rua da Consolação;
  • Av. Pacaembu, da Rua Itápolis até a ciclovia do Minhocão;
  • Av. Dr. Arnaldo, da Paulista até a Av. Paulo VI (via Rua Galeno de Almeida);
  • Ligação do Ibirapuera com a Av. Bernardino de Campos: Rua Manuel da Nóbrega, Rua Tutóia e Rua Dr. Rafael de Barros

Há ainda no mapa o traçado de ciclovias (algumas já quase prontas) sendo feitas por outros órgãos, como as que usam recursos da Operação Urbana Faria Lima (Eixo Gastão Vidigal-Faria Lima e Hélio Pellegrino) e a ciclovia da Berrini.

Mas, e as pontes?

A travessia das pontes continua sendo um problema para os ciclistas da cidade de São Paulo, e não é diferente para os da parte oeste (que sofrem para transpor não só o Rio Pinheiros, mas também a região do cebolão, parte do rio Tietê e das linhas da CPTM).

A Ponte dos Remédios já tem ciclovia, mas não há transposição do Viaduto Morrafej até a Av. Gastão Vidigal. Ainda se estuda a conexão com a ciclovia (que é responsabilidade da Operação Urbana Faria Lima), mas há possibilidade que a ligação ocorra apenas até a a Estação Leopoldina da CPTM.

Já as Pontes do Jaguaré e Cidade Universitária estão em estudo, também pela Operação Urbana Faria Lima.

Infelizmente, não há qualquer programação para a Ponte Cidade Jardim.

A notícia mais animadora é que segue firme o projeto de construção de uma ciclopassarela ao lado das Pontes Eusébio Matoso e Bernardo Goldfarb (também com recursos da Operação Urbana Faria Lima), que atenderia não somente a demanda local, mas parte dos ciclistas que circulam pela ponte Cidade Universitária.

Por enquanto, é isso. O avanço é gigantesco perto do que existia em São Paulo há pouco mais de um ano, mas e minúsculo perto do potencial cicloviário da Paulicéia e ainda menor em comparação com as necessidades de mobilidade urbana desta metrópole.

Bike Zona Oeste vai continuar de olho no avanço da rede, mantendo contato com a CET, para sempre trazer novas informações e cobrar quando for necessário. Se ainda não fez, não se esqueça de curtir a nossa fan page no Facebook! 🙂